quarta-feira, 30 de abril de 2008

- A Precária Saúde Ambiental do Planeta -



Nestes tempos em que só se fala em degradação e poluição das mais variadas formas é importante uma reflexão sobre a saúde ambiental de nosso planeta. Como está a degradação de nosso tão sacrificado meio ambiente? Como as indústrias devem agir? O que nos espera no futuro? Vejamos.

Praticamente todos os dias a mídia em geral trás notícias alarmantes que envolvem questões ambientais, como fome, poluição, desastres ecológicos, doenças ambientais, destruição de florestas e aí por diante. Têm-se constatado, por exemplo que escassez dos recursos hídricos tem se tornado um dos mais graves problemas, pois a falta de água já atinge cerca de 40% da população mundial, faltando este recurso permanentemente em 22 países. Aliás, o racionamento de água já vem se tornando necessário em grandes cidades, como acontece atualmente em São Paulo. Como sabemos, o crescimento demográfico, a expansão econômica com os impactos que produz através principalmente das indústrias, o aumento das fronteiras agrícolas, o uso irregular de agrotóxicos, a ocupação irregular do solo, tratamento sanitário irregular do lixo e a falta de conscientização do problema estão entre as causas principais da degradação crescente dos recursos hídricos. Por sua vez, a falta de água tem trazido problemas para o abastecimento aos reservatórios das hidrelétricas, dificultando a produção de energia elétrica, com as conseqüências que estamos percebendo “claramente”nestes dias.

Quanto às florestas noticia-se que sua devastação chega a números alarmantes, calculando-se que cerca de 16 milhões de hectares de florestas tropicais são derrubados e queimados anualmente em todo o mundo. Isto contribui para o aquecimento global, já que a decomposição libera dióxido de carbono, metano e óxido de nitrogênio. Além disso, a morte de milhares de animais e plantas e a perda da biodiversidade representam um imensurável prejuízo ecológico e econômico. A qualidade atmosférica também vem sendo comprometida pelos gases emanados principalmente das indústrias e automóveis, chegando em certas cidades como em Santiago do Chile, Cidade do México, São Paulo e Milão a atingir graus alarmantes, comprometendo a saúde dos sus habitantes, inclusive com óbitos relacionados direta ou indiretamente à poluição do ar. A desertificação é outro problema grave que vem se acentuando nas últimas décadas. Segundo a ONU este processo vem colocando fora de produção cerca de 60.000 Km2 de terras férteis por ano, com perdas econômicas mundiais de 10 bilhões de dólares por ano. No Brasil a mancha de desertificação já se estende pelo Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia, calculando-se em 181.000 km2 com prejuízos de 100 milhões de dólares anuais (Plano Nacional de Combate à Desertificação. Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal). A pobreza também vem se alastrando por todo o globo. São mais de 1,2 bilhão de pessoas vivendo em condições de absoluta pobreza, mais de 1 bilhão são analfabetas, mais de 1,2 bilhão não têm acesso a água potável e milhões de crianças morrem anualmente por problemas de desidratação ou outros relacionados a falta de saneamento. Além disso, são mais de 2 bilhões de pessoas sem acesso à tecnologia, desde a mais complexa à mais simples.

Tudo isso dificulta a implantação de políticas ambientais preservacionistas concretas, já que a luta pela sobrevivência é um óbice a preservar a flora e fauna por se traduzirem em potenciais alimentos. Porém, no processo de preservação do meio ambiente, as indústrias têm papel fundamental e determinante. Como já tivemos a oportunidade de escrever anteriormente (Santos, Antonio Silveira R..Emergente administração ambiental. Rev. Meio Ambiente Industrial, jul/ago 98), exige-se atualmente do administrador moderno uma nova visão de trabalho, chamada administração ambiental. Dentro desta nova visão as empresas devem tentar: minimizar o impacto dos resíduos da produção no ambiente; reciclar e reutilizar produtos, bem como elaborar sua contabilidade ambiental colocando no ativo o imobilizado referente aos equipamentos adquiridos visando à eliminação ou redução de agentes poluidores com vida útil de um ano; os gastos com pesquisas e desenvolvimento de tecnologias a médio e longo prazos; os estoques relacionados com o processo de eliminação dos níveis de poluição; creches, empregos gerados, áreas verdes etc. e no passivo toda agressão que se pratica ou praticou contra o Meio Ambiente; o valor dos investimentos para reabilitá-lo; as multas; indenização; gastos com projetos e licenças ambientais; restrições a empréstimos, entre outros, conforme normas da Ibracon- Instituto Brasileiro de Contabilidade (NP 11). As empresas deverão também executar programas internos de educação ambiental visando conscientizar seus empregados das novas diretrizes, sem o que dificilmente conseguirá obter sucesso neste empreendimento.

Ante estes dados, não é difícil concluir que a saúde ambiental do planeta Terra está cada vez mais comprometida e caminhando para uma situação que poderá se tornar irreversível, se não tomarmos medidas concretas desenvolvendo políticas ambientais amplas, contundentes e eficazes, com a colaboração de todos, notadamente das indústrias pela sua importância no contexto do desenvolvimento.


recári

sábado, 9 de fevereiro de 2008

- S.O.S Aquecimento Global -


O aquecimento global não está fora de controle. No entanto, isto pode acontecer em pouco tempo. Os sinais de advertência estão por todos os lados e este é o novo desafio da humanidade. O que se pode fazer a respeito? O que acontecerá com a Terra se não for tomada nenhuma iniciativa? A temperatura está subindo constantemente e cada grau é crítico.
  • Usando computação gráfica de última geração, o Nat Geo revelará as dramáticas implicações do aumento de cada grau na temperatura. As previsões são alarmantes. Em quatro décadas, as geleiras dos Himalaias, fonte de água para milhões de pessoas, poderiam desaparecer. No final deste século, o Amazonas, que serve de habitat para metade das espécies do planeta, pode se transformar em uma árida região de savana. Victoria, o segundo estado mais populoso da Austrália, está sofrendo uma das piores temporadas de incêndio de sua história. Para muitos, estes incêndios são uma advertência do que a mudança climática pode fazer.

  • Mark Lynas, especialista da National Geographic, dedicou anos à coleta de informações de modelos climáticos para compreender como cada grau do aquecimento global ameaça o planeta.
  • Estréia dia 24 de fevereiro às 21h00 no National Geographic. Todo domingo às 21h00 no National Geographic.